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Uma loja
de cosméticos quer promover no mercado
um novo produto importado, um tratamento
capilar para cabelos tingidos, de preço
mais alto que os nacionais. Consideremos
que a empresa tenha 30.000 pessoas cadastradas
em seu banco de dados, através do
sistema de pontos. Precisamos saber qual
é o potencial de consumo e para quem
ela deve comunicar o lançamento,
isto é, quais destas pessoas realmente
poderiam se interessar por comprar o produto
e responderiam positivamente a uma ação
de marketing direto.
A
análise começa pela seleção
de mulheres com mais de 30 anos, pois elas
podem utilizar tinturas já há
alguns anos e ter seus cabelos danificados,
ou a partir desta idade podem querer cobrir
os primeiros fios brancos. Outra linha de
corte pode ser a renda, já que se
trata de um produto importado, e mais caro
que os nacionais. A empresa optou pelo valor
de R$ 3.000,00 como renda mínima.
Temos então, mulheres com mais de
30 anos que possuam uma renda mensal igual
ou acima de R$ 3.000,00. Podemos filtrar
também a região onde moram
estas consumidoras, e selecionar alguns
bairros como mais nobres da cidade.
Finalmente, podemos cruzar os dados com
o sistema de notas fiscais das lojas, e
saber quais dessas mulheres compraram algum
tipo de tintura para cabelos nos últimos
4 meses. Com esse detalhamento, embora elementar,
faz o potencial de resposta decorrente da
remessa de um material de marketing direto
aumentar de maneira significativa, simplesmente
porque foi determinada a busca de clientes
que já utilizam tintura, e podem
realmente ter interesse no produto novo.
É fácil perceber que quanto
mais se conseguir conhecer e compreender
os clientes e fazer cruzamentos mais detalhados
quanto a seus hábitos de consumo,
maiores são as chances de realizar
ações que venham a ser atrativas
para eles e para a empresa. Nota-se, em
conseqüência, a importância
de uma ferramenta bem desenhada e com flexibilidade
suficiente para cruzamentos de informações
dos mais diversos tipos.
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